Lua de Mel – Parte 2 – De Curitiba a San Salvador de Jujuy

Dados deste Roteiro:

 

  • Rota:

Dia 1: BR 277 até o meio do estado do Paraná; BR 373 descendo até Coronel Vivida; PR 562 até Vista Alegre e depois a PR 566 até Francisco Beltrão.

Dia 2: PR 180 até Marmeleiro; BR 280 até juntar com a BR 163 e segue até Barracão que é a divisa; Ruta 14 até Ruta 17 da fronteira até Eldorado; Ruta 12 de Eldorado até
Resistencia.

Dia 3: Ruta 16 atravessando a Pampa até chegar a Ruta 9 que ruma ao norte e vira Ruta 34, que vira 66 e vai até San Salvador de Jujuy.

  • Curitiba até San Salvador de Jujuy.
  • Distância: 2.050 km rodados.
  • Principais cidades do trecho: Dia 1 – Curitiba – Guarapuava – Francisco Beltrão. Dia 2 -Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen (divisa Brasil / Argentina) – Eldorado –  Posadas – Corrientes – e Resistência. Dia 3 – Pampa del Infierno – Monte Quemado – Ciudad Perico – General Guemes e finalmente San Salvador de Jujuy.
  • Hospedagem. Francisco Beltrão: casa da família. Resistencia: não anotamos o nome do hotel. San Salvador de Jujuy: Hotel Internacional de Jujuy
  • Notas para estradas: 8 (estradas pedagiadas, pista simples em quase todo o trajeto, asfalto de boa qualidade)
  • Comida: Aproveitamos as paradas que faziamos para abastecer o Land Celta para comprar comida, água e utilizar sanitários. Problemas com a parte da higiene em muitos destes estabelecimentos pelo interior argentino merecem um post a parte, sobre táticas-ninja-secretas para utilizar os sanitários disponiveis em viagens deste tipo.
  • Vezes que fomos parados pela polícia: 3
  • Borboletas atropeladas: 247 apenas na metade esquerda do parabrisa dianteiro, paramos de contar depois disso.

Nosso Relato

Vamos começar com a saída de Curitiba:

Acabamos nos enrolando um pouco com as bagagens e pegamos  a estrada perto das 10 hrs. Neste primeiro dia rodamos 472 km, chegamos a Francisco Beltrão, onde descansamos no conforto da casa da nossa família.

Advinha qual bagagem é de quem?
Advinha qual bagagem é de quem?

Saímos dia seguinte as 6:30 hrs, dia cansativo pois rodamos 740 km até Resistência/AR

Passamos por alguns perrengues e coisas engraçadas durante a viagem, e as nossas “aventuras” começaram já na divisa do Brasil – Argentina (Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen). Todas as casas de cambio da cidade brasileira haviam sido fechadas, na procura por comerciantes que ajudassem no nosso problema, conhecemos um tatuador brasileiro que viu nosso “desespero” e resolveu ajudar trocando um pouco de dinheiro, apenas o suficiente para poder abastecer e conseguir chegar a uma cidade grande. Fica aqui nosso agradecimento ao tatuador

Divisa Brasil - Argentina
Divisa Brasil – Argentina

Processos aduaneiros feitos, passaporte carimbado (viajamos com os passaportes mesmo, para facilitar e agilizar a burocracia, faremos um post sobre documentos necessários no futuro), procuramos um posto para abastecer o LandCelta, que já estava sedento por alguns litros de combustível argentino, mais barato e de melhor qualidade. Porém, não contávamos com uma pequena surpresa, havia acabado a luz na cidade e tivemos que rodar quase 40 minutos até encontrarmos um posto com gerador, caso contrário a viagem que mal havia começado já iria virar um pesadelo, não tínhamos sequer combustível suficiente para voltar ao Brasil.

Na saída da cidade, fomos parados pela polícia argentina pela primeira vez, a polícia nesta região é famosa pela “simpatia” com os turistas brasileiros (mais sobre isso depois), porém, no trajeto pelo norte argentino, todos foram educados e nos deram dicas e informações. Documentos pessoais, do veiculo, itinerário, uma olhada geral no carro e na aparência do casal e o policial decidiu que podíamos seguir viagem.

Neste caminho de Francisco Beltrão até Resistência passamos por cidades muito simpáticas. Eldorado, a maior cidade que passamos após a fronteira foi também o nosso primeiro contato com a culinária local, paramos abastecer em um posto e almoçamos medialunas, que é um croissant assado que existe em quase todos os lugares, neste caso eram recheadas de queijo derretido com manteiga. A parada seguinte foi em Posadas, cidade bem maior e que fica às margens do Rio Paraná, faz divisa com o Paraguay e é bem parecida com algumas cidades brasileiras, pela estrutura e organização.

Nossa próxima parada foi em Resistência, onde dormimos. Esquecemos totalmente do fuso horário, fomos tomar café da manhã e as pessoas nos olhavam com certa estranheza. Quando acordamos, nosso relógio marcava 6:30 hrs, o café era servido a partir das 6:00 hrs, descemos e fomos direto tomar café, mas não imaginávamos que na realidade ainda eram 5:30 hrs! Ficamos esperando o café ser servido, para nossa sorte, a equipe da cozinha estava com o serviço adiantado. Só percebemos que deveríamos ajustar o fuso quando chegamos a Jujuy.

Demos partida e começaram as estradas de retas infinitas, sem nenhuma curva, aproximadamente 600 km de reta! A ruta 16 que atravessa o Pampa do Norte Argentino.

No começo até era legal, mas depois ficamos felizes em ver algumas curvas rsrs…

O triste é que há plantações dos dois lados da estrada, e muitas borboletas passam de um lado para outro, no começo até tentamos ir devagar, pois a Débora estava com dó das Borboletas e queria matar a menor quantidade possível, depois ela percebeu que era impossível desviar das milhares de borboletas suicidas, e decidimos voltar ao ritmo normal. Dentro do carro rolou uma trilha sonora, um tanto triste, de estalos de borboleta no vidro. O complicado deste caminho é que nós não podíamos abrir a janela, pois além dos estalos no parabrisa, a trilha sonora se estenderia para dentro do carro, então o ar condicionado fez falta neste trajeto. Nossa sorte é que levamos uma mini geladeira que pluga na tomada do carro, mantendo nossa água gelada.

Coitado do “Land Celta” que só iria tomar banho e se livrar das borboletas em Caldera – Chile.

Borboletas suicidas
Borboletas suicidas

No final dos 600 km de reta, nossos olhos começaram a brilhar:
Finalmente começamos a enxergar as primeiras montanhas da Cordilheira dos Andes, a temperatura estava mais amena e as curvas voltaram ao seu ritmo normal rs.

Chegamos a San Salvador de Jujuy e com a cidade também vem o segundo drama do fuso horário: Chegamos ao hotel, tomamos banho, fomos ao shopping comer, assistimos um desfile local que passava pela rua, voltamos ao hotel. E ainda estava sol!!!

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Vista da janela do hotel
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Desfile local

Então:

Débora pergunta para o Luiz: Que horas são?

Luiz responde: São 21 hrs.

Débora: Nossa, 21 hrs e ainda esta sol?

Luiz: Pois é, é que estamos no horário de verão.

Débora: Que horário de verão bom, 21 hrs e ainda esta sol, que maravilha. Mas nós não temos que ajustar o fuso horário?

Luiz: Acho que não, vou verificar na internet… Haaa tem que ajustar o fuso, uma hora de diferença.

E os dois: Deeeeeeeeeeerrr… srsrsrsrs

Em Jujuy já começamos a entrar no Clima do deserto, onde a vegetação típica começa a aparecer, as cores, temperatura, montanhas começam a ter as formas que queríamos ver, e aí começamos a nos apaixonar ainda mais pela viagem e pela cordilheira.


 

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