Lua de Mel – Parte 3 – De San Salvador de Jujuy até San Pedro de Atacama

Dados deste roteiro

  • San Salvador de Jujuy até San Pedro de Atacama.
  • Distância: 476 km rodados.
  • Rota: Saída de San Salvador de Jujuy pela Ruta 9 até Pumamarca, então pagamos a ruta 52 até Paso de Jama, que vira ruta 27 no lado Chileno, indo até San Pedro de Atacama.
  • Principais cidades do Trecho: San Salvador de Jujuy, San Pablo de Reyes, Yala, Volcan, Pumamarca, Susques, San Pedro de Atacama.
  • Nota para as estradas: 9, lixo nas estradas dos 2 lados da fronteira
  • Perto de Paso de Jama, tanto do lado argentino, quanto do lado chileno, começamos a ver muito lixo, dizem que os jovens fazem suas festas no deserto e deixam tudo por lá. E realmente, o que mais vimos foram garrafas de bebida. Também, durante todo o percurso, de San Salvador de Jujuy, a San Pedro de Atacama, há muitos carros, motos e caminhões, abandonados no acostamento da rodovia.

 

Nosso relato

Começamos a nos apaixonar pela viagem, havíamos acabado de chegar a San Savaldor de Jujuy e ainda não sabíamos exatamente o que vinha pela frente.

Levantamos cedo para pegar a estrada, desta vez ajustamos o fuso horário para acordar na hora local correta rsrsrs.

Nos deparamos com uma vista incrível logo na saida da cidade. A estrada começa a subir a cordilheira cheia de curvas, e após cada uma delas, paisagens ainda mais impressionantes se abriam. Na ruta 9, nas redondezas da cidade, vimos vários hotéis lindos, não sabemos os valores, pois não nos hospedamos neles, mas a estrada junto aos hotéis, nos lembrou o filme Senhor dos Anéis.

Saída de San Salvador de Jujuy.
Saída de San Salvador de Jujuy.

Parávamos a cada 15 minutos para fotografar. E então chegamos na famosa Cuesta de Lipan, e pasmem, encontramos outro Celta! Mas este era argentino e obviamente não era um “LandCelta” igual ao nosso. Andamos no mesmo ritmo deles até as Grandes Salinas mais ou menos.

A Cuesta de Lipan é linda, o nosso “LandCelta” sofreu um pouco na subida, mas aguentou o tranco. Paramos pelo menos 3 vezes na Cuesta para fotografar, pois a cada pouquinho que andávamos a paisagem ficava mais encantadora.

Cuesta de Lipan
Cuesta de Lipan

Quando a subida acabou, vimos os primeiros Guanacos, a Dé já queria levar um para casa. Rodamos mais um pouco e vimos uma enorme mancha branca na planície, e aí os olhos brilharam: São as Salinas Grandes! Quanto mais perto chegávamos, mais lindo ficava. O governo de Jujuy construiu uma “ilha” para os turistas estacionarem os carros, e também algumas mesinhas e bancos de sal (Para nós pareciam biscoitos de waffles gigantes).

Lá na frente, uma mancha branca, são as Grandes Salinas!
Lá na frente, uma mancha branca, são as Salinas Grandes!
Grandes Salinas
Salinas Grandes
LandCelta e Celta Argertino no estacionamento para turistas
LandCelta e Celta Argertino no estacionamento para turistas
Waffles gigantes!
Waffles gigantes!

Ficamos tentando imaginar como é um jogo de futebol neste campo:

Campo de futebol
Campo de futebol

Seguimos viagem até Susques, por um trecho de estrada onde vários animais atravessaram o nosso caminho, por isso é fundamental dirigir com muito cuidado.

Animais na estrada!
Animais na estrada!

Bom, Susques é uma mini-cidade no meio do deserto, e que tem um mini-posto de combustível junto a um restaurante. Nós não comemos, mas descobrimos que nesta cidade alguns estabelecimentos servem um prato a base de carne de Lhama, que dizem ser muito bom.

lua de mel 315

Posto de Gasolina. LandCelta ainda estava cheio de borboletas.
Posto de Gasolina. LandCelta ainda estava cheio de borboletas.

Paramos para abastecer, comer uma média Luna, tomar uma coca cola gelada, e o Luiz aproveitou para dar sua treinadinha diária na altitude, o que é muito mais difícil.

Media Luna, Coca Cola e pimenta.
Media Luna, Coca Cola e pimenta.
Supino!
Supino!

A energias recarregadas, fomos até Paso de Jama, para cruzar a fronteira e dar entrada no Chile.
A aduana estava cheia, haviam muitos argentinos, de outros países apenas nós e um casal de peruanos que estavam em uma aventura pela América do Sul.
Os Chilenos que nos atenderam foram muito educados e gentis, nos atenderam muito rápido.

Fizemos todo o processo da Aduana e demos partida rumo a San Pedro de Atacama, pensávamos que as paisagens mais surpreendentes já haviam passado, aí veio nossa cabeça: Ainda bem que estamos de carro, pois cada quilômetro rodado é uma nova surpresa!

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Ao longe começamos a enxergar o Licancabur, famoso vulcão que observa do alto o Deserto Atacamenho e a cidade de San Pedro de Atacama.

Licancabur
Licancabur

Passamos por alguns lagos de água transparente, como a Laguna Ana:

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Um pouco mais a frente, um espaço verde, cheio de flamingos:

Flamingos
Flamingos

O legal do lado Chileno é que no decorrer da estrada existem vários lugares para estacionar, mirantes e áreas de descanso para os inúmeros turistas que visitam esta região todos os anos.

Um pouco mais da cordilheira, e chegamos na última reta numa descida, espaços planos dos dois lados, e de repente:

Luiz: Você ta vendo aquilo lá no meio do deserto?
Débora: O que é aquilo?
Luiz: São uns pequenos ciclones!

E um destes pequenos ciclones de poeira começa a vir para o nosso lado.. ficamos em silêncio… apenas sentimos o carro balançar, em seguida um suspiro: Ainda bem que o nosso carro não é um celta qualquer, é um LandCelta rsrsrs

Ciclones no deserto!
Ciclones no deserto!

No final desta descida, finalmente estava San Pedro de Atacama. É possível avistar a cidade a partir da metade da reta. Tendo o imponente Licancabur à nossa direita, e entre ele e a estrada, um campo minado, remanescente de um conflito entre Chile e a vizinha Bolívia. Depois, no hotel, descobrimos que alguns animais da região ao “passearem” pelo campo minado acabam detonando algumas das bombas, causando explosões que podem ser ouvidas ao longe. E o governo apenas não removeu todas as minas terrestres da região devido ao enorme risco que tal tarefa representaria.

O nosso Post acaba por aqui, San Pedro de Atacama merece um Post à parte.


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