Lua de mel – Parte 5 – Antofagasta, Bahia Inglesa, La Serena

Dados deste Roteiro

  • Antofagasta, Bahia Inglesa e La Serena
  • Distância: 1.158 km rodados
  • Rotas: Saída de San Pedro de Atacama pela Ruta 23 até Calama, aí pegamos a Ruta 25 e Panamerica Norte/ Ruta 5, após pegamos a Ruta 26 até Antofagasta. Em Antofagasta pegamos a Ruta 28, até chegar na Ruta 5 novamente, em um trevo mais a frente pegamos a B 70 e depois B 710 até Paposo, onde entramos na Ruta 1, e muitos quilômetros a frente, voltamos a Ruta 5 indo com ela até uma encruzilhada, onde pegamos a C-360 que é a entrada da Bahia Inglesa. De bahia Inglesa fomos até La Serena pela Ruta 5.
  • O caminho pode parecer confuso, mas há várias placas informativas no caminho. Mas é bom ficar atento tanto no GPS quanto nas placas, as vezes o GPS pode passar a informação errada.
  • Nota para a estrada: 10. A estrada é pedagiada, o asfalto é excelente.
  • Nota para hotel Radisson: 10 atendimento muito bom e a vista do quarto era privilegiada.
  • Nota para hotel Coral da Bahia: 10 atendimento muito bom, mesmo estando em reforma, não tivemos nenhum problema com a estadia.
  • Nota para restaurante: Mc Donalds: 2. o refrigerante estava gelado e o pão era normal, só.
  • Restaurante do Hotel Radisson: 7. atendimento bom, mas também estranhamos a carne.
  • Restaurante do Coral da Bahia: 10 todas as refeições que fizemos estavam ótimas.
  • Restaurante Shark, ceia de natal: 10. um restaurante pequeno e simples com qualidade maravilhosa.
  • Restaurante em La Serena: 8. Hamburgueria em formato de Navio

 


Nosso relato

Demos tchau para San Pedro de Atacama, e partimos para Antofagasta, que é a capital do estado e já estava na rota de cidades que queríamos conhecer.
No caminho passamos por Calama, e acabamos nos perdedo no meio da cidade na procura por um posto de gasolina. Decidimos parar o carro para atualizar GPS, e ao olhar ao redor encontramos uma adega com anuncio de promoção, decidimos ir até lá, e comprar alguns vinhos Chilenos.
Vinhos comprados, GPS com a rota certa, paramos em um posto e abastecemos o carro, comemos um cachorro quente com abacate, e seguimos viagem…
Abacate em tudo!
Abacate em tudo!
 No caminho há algumas cidades fantasma, e as vezes apareciam alguns trens cargueiros, fazendo com que o cenário ficasse parecido com filme de terror – Mesmo abastecendo a pouco tempo, parecia que a gasolina ia acabar, e teríamos que dormir em uma daquelas cidades e o Jason ia aparecer de noite para puxar o nosso pé rsrsrs. –  Mas claro que nada disso aconteceu!
“Trem fantasma”
Cidade fantasma
Cidade fantasma
Passaram-se algumas horas e Antofagasta chegou. É um pouco estranho chegar em uma cidade praiana que fica no deserto, pois estamos acostumados com cidades na praia cheia de verde, coqueiros, árvores, grama, e lá é tudo marrom!
Como saímos cedo de San Pedro, chegamos no meio da tarde em Antofagasta, e  fomos passear pela Orla da cidade. Era final de semana, estava calor, e muitas pessoas aproveitam para curtir o dia na praia.
Há portos em boa parte do litoral chileno, e consequentemente, muitas aves perto. Mas nos portos do Brasil não há tantas gaivotas como em Antofagasta, nós nunca vimos tantas gaivotas juntas em um lugar só!
Vimos um MC Donalds, e como todos dizem que o sabor é igual em qualquer lugar do mundo, resolvemos comer lá.  Não sabemos se é por que o estabelecimento estava cheio e não tiveram tempo de preparar o sanduíche direito, mas estava horrível, o gosto era de carne velha, daquelas que congela e descongela várias vezes, só comemos o pão e tivemos que deixar a carne de lado.
Saímos dali e voltamos para o hotel Radisson, onde ficamos bem hospedados e nos deram dois Pisco Sour de cortesia, o Luiz teve que tomar tudo, pois a Débora não gostou, achou muito forte, e lógico que o Luiz ficou bem alegrinho com a bebida! Para acompanhar o Pisco, pedimos uma porção de batatas com carne, e novamente, a carne estava horrível! Aí decidimos comer só aves e peixes no Chile.
Lanche no hotel
Lanche no hotel
 Nós pedimos para ficar em um andar alto, e então, olhando pela janela percebemos que estávamos certos, era muita gaivota, elas faziam redemoinhos, era bizarro!
Esses pontos pretos são gaivotas, inclusive no mar, se você reparar, da para ver alguns pontinhos, que também são gaivotas.
Esses pontos pretos são gaivotas, inclusive no mar, se você reparar, da para ver alguns pontinhos, que também são gaivotas.
Nós planejamos ficar dois dias lá, mas como não gostamos da cidade, decidimos ir para outro lugar. O Luiz pesquisou sobre as praias do Chile e achou algo sobre a Bahia Inglesa, então acordamos cedo no outro dia e seguimos viagem.
Na estrada, a aproximadamente 80 km de Antofagasta, tem a Mano del Desierto Chileno. Só foi uma pena ela estar toda pichada.
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 Passaram-se 477 km, e finalmente chegamos a uma praia que nos fez suspirar.  Que cidadezinha aconchegante! Fomos ao hotel que o Luiz havia pesquisado, chamado Coral da Bahia, que fica no canto da cidade, em frente a praia, onde se ve boa parte da cidade. Nos acomodamos e fomos dar uma volta pela praia.
Vista da casada do Hotel

Fato intrigante:

Paramos em um Quiosque para comprar água, a atendente nos perguntou:

– Você quer água normal, sem gás ou com pouco gás?
Com pouco gás? Isso existe? Pra nós ou é com gás ou sem gás! Ou estamos errados?
Tomamos água SEM gás, apreciamos um pouco a paisagem e fomos para o restaurante que fica anexo ao Hotel.
Percebemos que os funcionários ficavam nos olhando, mas não demos bola. Comemos um sanduíche, que por sinal era MUITO bom, feito com um peixe local, salada, e o tal do abacate que eles colocam em tudo, mas que desta vez combinou perfeitamente com o sanduíche. Durante nossa estadia nós só comemos neste restaurante, todos os pratos que comemos eram deliciosos.

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Acordamos no outro dia um pouco mais tarde. Já eram 9 hrs, o tempo estava nublado, fomos para a cidade do lado, chamada Caldera, para ir ao banco e trocar o óleo do carro.
Paramos na nossa primeira blitz no Chile. No começo ficamos com medo, o carro do policial era algo parecido com o do filme MadMax, cheio de grades, reforçado. O policial nos parou, viu nossos documentos, e perguntamos para ele sobre lugares onde trocar o óleo, ele tentou nos explicar, mas como não entendemos bulhufas,  resolveu nos levar até o local.
No caminho nós pensamos: Agora ferrou, um policial, com um carro desse, em uma cidade que nós não conhecemos… Mas foi tudo tranquilo, o policial nos deixou na oficina, explicou mais algumas coisas, passou algumas informações, foi muito gentil, MUITO OBRIGADO POLICIAL! E aí percebemos que os chilenos tem o orgulho de serem corretos, patriotas, e educados, e todos que conhecemos realmente são!
Na oficina trocamos o óleo do carro, e o Celta tomou seu merecido banho! Finalmente o LandCelta tirou aquelas borboletas da Pampa del Infierno (lembram?). Mas temos que dizer, o “carinha” sofreu para conseguir tirar as cracas do carro!
LandCelta e suas borboletas!
LandCelta e suas borboletas!

Ali um Senhor veio conversar sobre o nosso carro, ele estava com uma caminhonete, e perguntou quanto pagamos, quando respondemos ele fez aquela cara: Nossa, que carro caro né? E sim, ele pagou mais barato que o Celta na Caminhonete dele.

Tudo certo, LandCelta limpo e cheiroso, voltamos para a Bahia Inglesa, comemos mais um sanduíche daquele. O dono do restaurante veio conversar, disse reconheceu nossa placa (por isso ficavam nos olhando), ele é artista plástico e foi a Curitiba fazer uma exposição, e o restaurante é decorado com várias das suas obras. Que mundo pequeno não é mesmo?

Na Bahia Inglesa há várias Pedras grandes, tanto no mar quanto perto da areia, e muitas são brancas no topo,  e desde que chegamos estávamos curiosos para saber o que era aquilo, aí fomos até elas para tentar descobrir. Subimos em algumas delas, e adivinhem, era cocô de gaivota e de Pelicano! Depois disso nunca mais pisamos naquelas pedras.
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Voltamos para a o hotel, vimos o pôr do sol da sacada, ficamos bem tranquilos naquela noite. Na TV estava passando uma programação especial de The Big Bang Theory, e resolvemos descansar um pouco assistindo o que nós adoramos!
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A Dé só ficou com um pouco de medo na hora de dormir, pois em um dos passeios vimos esta placa:
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 Véspera de natal, acordamos cedo com a idéia de curtir a praia. Estava nublado novamente, e o Luiz já estava ficando chateado:
 –  Agora que chegamos em uma praia legal, todos os dias amanhecem nublado!
Aí que nos informaram que todos os dias amanhecia daquele jeito, e só abria o tempo perto das 10 hrs, ai ele se sentiu aliviado rsrsrs
Fomos a praia, a água é muito gelada e cheia de alga marinha.
Alga na água
Algas
 Há uma extensão longa de praia deserta ao lado da Bahia Inglesa. Fomos passear lá, há muitas algas na areia, e como algumas já estão em estado de decomposição, o cheiro não estava nenhum pouco agradável.
Algas que ficam na beira do mar
Algas que ficam na beira do mar
Só havia um restaurante servindo a ceia de natal, e que delícia de ceia! A a presentação dos primeiros pratos não eram convidativas, mas os sabores eram marcantes e deliciosos.
De entrada foram servidas lulas empanadas, que até então o Luiz não comia pois achava as do Brasil borrachudas, mas quis repetir o prato no Chile, pena que não podia. A melhor parte foi o prato principal que era uma ave com um molho especial. E pra fechar, uma sobremesa simples, mas inesquecível, um delicioso mousse de banana!
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No dia 25 de dezembro, tomamos nosso café da manhã e comemos nosso abacate com açúcar de cada dia. Alugamos neoprene e Snorkel para explorar a praia em frente ao hotel. Mas logo no começo do mergulho, a Dé deixou entrar água no snorkel, e lógico que as algas foram junto, ali ela desistiu do mergulho e fala que lembra do gosto das algas até hoje rsrsrs
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Depois do mergulho, alugamos um caiaque
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E depois curtimos a praia
<3
No outro dia nos despedidos da linda Bahia Inglesa, e aí começava nossa viagem de volta, e então partimos para La Serena, que é uma cidade praiana grande, cheia de baladas. Só posamos na cidade, pois queríamos ir a Mendoza ficar uns dias a mais.
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Esse Post sobre as praias que conhecemos no Chile acaba aqui…

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