De Curitiba ao Maranhão – DE MOTO!

Nesta série de postagens, a Débora contará as experiências que teve viajando de moto com seu pai.


 

Boa parte da minha vida de aventureira vem de berço. Viajo de moto com meu pai desde pequenininha, um dos primeiros passeios foi com 9 anos, de Curitiba a Morretes, na garupa de uma moto esportiva.

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Mas nesse Post, vim contar um pouco sobre a primeira viagem longa que fiz de moto, que foi de Curitiba ao Maranhão. Viajamos de XT 660 ( que para o meu pai é a melhor moto do mundo rsrs). Fomos somente eu e meu “véio”, em 2007, quando tinha 17 anos.

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Infelizmente, naquela época não pensava em blog, e também não escrevi um diário de viagens. Então, vou relatar o que lembro:

Nosso roteiro foi: Curitiba – Uberlândia – Brasília – São Luiz do Maranhão – Lençóis Maranhenses.

Nós fomos em junho, estava muito frio em Curitiba, então meu pai pegou um pelego de carneiro para forrar o banco da moto para ficar mais confortável e nos esquentar um pouco.

Passamos frio de Curitiba a Uberlândia, pegamos muita chuva, e um pouco mais de chuva, e mais chuva… e isso é algo que me lembro: Chuva! Mas a partir de Uberlândia começou a esquentar, e nos desfizemos do pelego.

Óbvio que durante a ida nos perdemos em alguns trechos, e meu pai, assim como 90% dos homens, falam que sabem qual é o caminho, e o resultado? Acabamos nos perdendo várias vezes, principalmente dentro das cidades.

Chegamos a Brasília, ficamos apenas dois dias, mas já deu para conhecer todos os pontos turísticos da cidade. Temos um Post específico sobre Brasília, clique aqui.

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Durante todo o percurso, passamos por muitos lugares legais que eu só conhecia em livros, nas aulas de história e geografia. E hoje percebo o quão importante foi passar por essas experiências.

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Conheci o Rio São Francisco e conversei com pessoas que dependem dele para sustentar a família. Pegamos uma balsa  para atravessá-lo  de uma cidade minúscula, até chegar a outra cidade menor ainda. Passamos por muitas pontes, pegamos muitas estradas ruins, comemos muitas coisas estranhas, conhecemos pessoas, culturas. Saí totalmente da minha zona de conforto. Mas isso merece um Post a parte!

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Perigos da estrada!
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Ponte sobre o Rio São Francisco
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Balsa da travessia do rio São Francisco

Eu ainda era adolescente, e só via as casas de pau a pique pela TV, não imaginava que um dia iria conhecer aquela realidade. Passamos por muitas delas, lembro que paramos um pouco para descansar e meu pai resolveu conversar com um morador que nos deixou entrar para conhecer como eram feitas. É um choque de realidade e uma tonelada de humildade que entra na sua alma.

O nosso principal destino era o Maranhão. Infelizmente não tenho muito o que falar sobre São Luis do Maranhão, até por que ficamos poucos dias lá e tiramos pouquíssimas fotos.

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Agora sobre os Lençóis Maranhenses, que lugar de tirar o fôlego, um dos lugares mais lindos que já conheci!

A cidade em que fica a saída para ir aos lençóis maranhenses se chama Barreirinha, na época era pequena, e já dispunha de muitas agências de turismo, mal dava-se um passo e chegava alguém oferecendo pacotes turísticos.

O primeiro passeio que fizemos foi para os Lençóis,  uma aventura divertida, num caminhãozinho de turistas, e onde todas as nossas expectativas foram atendidas, entenda nas fotos:

No outro dia fomos conhecer o Farol do Rio das Preguiças, chega-se a esse lugar de barco. Lá tem alguns restaurantes, e muitas dunas.

É um passeio muito agradável, pena que fui no banco da frente da voadeira, e o  guia resolveu ir rápido nas marolas do rio, ou seja: Me ferrei! O barco batia naquelas marolas, e a pessoa que  vai na frente é  a única que sente as colisões. Só lembro que meu abdômen ficou doendo por alguns dias, de tanto que eu tinha que contraí-lo para me segurar naquele barco.

A volta para Curitiba foi de avião, pois eu tinha que voltar para as aulas, mas meu pai continuou e tem muita história pra contar das viagens que ele já fez e faz, postaremos aqui no blog também.


O que aprendi viajando assim?

Particularmente, o Sul é muito diferente do norte, tanto a paisagem, vegetação, pessoas, culinária, praticamente em tudo. Acho que só o português que é igual, e mesmo assim, as gírias são totalmente diferentes.


Quilômetros rodados: Aproximadamente 4.000 km

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