El Chaltén

1 – Um pouco sobre El Chaltén

2 – Hospedagens

3 – Mercados – bancos

4 – 4 – Restaurantes

5 – Rua principal

6 – Precisa alugar carro?

7 – Melhor época para visitar

8 – Como chegar

9 – O que fazer

 


1 – El Chaltén

07/04/2019 até 10/04/2019

El Chaltén é uma pequena cidade no extremo sudoeste da Patagonia Argentina, na provincia de Santa Cruz, posicionada ao sul da Cordilheira dos Andes. A cidade mais próxima é El Calafate a 220 kms, onde fizemos uma breve parada sem explorar muito a cidade, pois teríamos uma estadia maior mais tarde, viemos no mesmo dia desde Puerto Natales até El Chalten.

A cidade conta com pouco mais de 2 mil habitantes durante a temporada e apenas 500 durante o inverno. A atividade principal é o turismo, e toda a estrutura da cidade gira em torno dos visitantes. Restaurantes, agências, hotéis, albergues, guias, tudo direcionado para as grandes atrações da região. As cadeias montanhosas do Cerro Torre e do Cerro Chaltén (Fitz Roy), os Campos de Gelo Sul, assim como os parques, os rios e lagos da região.

A pequena cidade é rodeada de escarpas com infiinitas possibilidades de escalada esportiva, boulders, caminhadas, opções de pesca esportiva nos rios e passeios de caiaque. De quase todos os pontos da cidade é possível avistar a imponente imagem do Cerro Chalten, conhecido mundialmente como Fitz Roy. (Nos últimos anos existe um movimento para utilização do nome aborigene original do Cerro, em contraponto ao nome dado por Francisco Pascasio Moreno em 1877 como homenagem a Robert Fitz Roy, capitão do HMS Beagle, que subiu o Rio Santa Cruz em 1834.)

Mesmo com a existência de diversos hotéis, hostels e albergues pela cidade, optamos pela opção de locar um trailler via Air BnB. Assim tínhamos maior privacidade com nossas coisas e a opção de cozinharmos na própria cozinha do trailler. A única desvantagem era o banheiro externo, que nos obrigava a um esforço adicional para os banhos e necessidades nos dias de frio. No segundo dia tivemos um dia inteiro de nevasca, que nos forçou a um descanso em nosso pequeno abrigo.

Após os 9 dias de trekking carregados no Circuito “O” em Torres del Paine, foi um enorme alívio fazer os passeios “de ataque” com mochilas leves e com muita velocidade em El Chaltén. Desde o inicio do planejamento da viagem já queríamos fazer o ataque aos mirantes do Cerro Chaltén e do Cerro Torre, assim como tentar um cume em outra montanha próxima ao Cerro Chaltén, o Cerro Madsen.

Nos próximos posts falaremos sobre cada um dos ataques que fizemos e como foram as condições de terreno, tempo das caminhadas e nossas impressões.


 

2 – Hopedagens

Existem diversos hotéis, hostels e opções pelo Air BnB, para todos os gostos e bolsos. Lembre-se que é uma cidade que vive para o turismo, então é um pouco mais cara do que El Calafate. A cidade é pequena, quase tudo fica perto, mas os principais restaurantes ficam na avenida principal Miguel Martin de Guemes que sai da rodoviária e na San Martin que acaba no início da trilha para o Cerro Chaltén, então pode compensar ficar próximo a estas duas avenidas.

Reservamos o nosso trailler pelo Air BnB, ele fica estacionado e “estaleirado” (está ligado a energia e tubulação) no quintal do Hostel Del Lago. Toda equipe muito atenciosa e o proprietário Giancarlo é montanhista e nos ajudou com muitas dicas sobre a região.

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Quintal e o nosso trailler

 

 


 

3 – Mercados – Bancos

Fomos no final da temporada, encontramos algumas prateleiras vazias e preços de promoção em alguns itens, mas na maioria são mais caros do que a média de outras cidades argentinas. Fomos a 2 mercados, porém apenas 1 deles aceitava cartão, e ainda assim com uma internet muito instável. É muito importante esse planejamento de dinheiro em espécie durante as viagens patagônicas, o ideal é deixar uma reserva para emergências. Em El Calafate, antes de ir para Chalten, é possível sacar dinheiro em diversos bancos.

 


 

4 – Restaurantes

Diversas opções, desde culinária moderna, tradicional, lanches, churrascarias. Para acompanhar as caminhadas da região e garantir a energia para os dias de trilha várias opções de massas, pizzas, carnes. Preços na mesma média de El Calafate, excelente qualidade.

Fomos 2 dias ao Restaurante Ahonikenk, Restaurante e Pizzaria, serve tradicionais cortes de carne, batatas rústicas, tudo muito bem preparado e com excelente qualidade e preço honesto, gastamos pouco mais do que a média (10 a 15 reais mais caro) do que gastamos no Brasil para jantar.

Por curiosidade, uma churrascaria tradicional na Rua San Martin tinha uma enorme janela mostrando o fogo de chão, cobrava 150 reais por pessoa para o jantar, que deveria ser reservado antecipadamente. Optamos por refeições mais econômicas, mas ficou na lista para o futuro.

 


 

5 – Rua principal

Além da Rua Miguel Martin de Guemes que sai da Rodoviária, a outra rua principal é a San Martin, onde estão localizados a maior parte dos restaurantes, agências de turismo, lojas de equipamentos e de souvenirs.


 

6 – Precisa alugar carro?

A cidade é pequena e as entradas das principais trilhas são acessiveis a pé. Mas é possível economizar bons trechos de caminhada partindo de outros pontos, onde se chega de carro. Por exemplo, ao Cerro Chalten se economiza 1 hora de caminhada saindo de um estacionamento seguindo pela Ruta 23 ou economizar ainda mais tempo saindo da Hosteria El Pilar (excelente opção para quem pretende escalar e andar muito carregado). É possível contratar transporte apenas para estes trechos, mas o conforto de um carro apenas seu também tem de ser valorizado.

É bastante comum alugarem carros em El Calafate para irem até Chalten e utilizarem para os passeios na região. Tudo depende do orçamento e objetivos da viagem.


 

7 – Melhor época para visitar

A alta temporada Patagônica vai de Novembro a Março, no período do verão no hemisfério sul. Fomos no final da temporada, o que garantiu menor movimento nas trilhas e alguns preços mais baixos, porém também começamos a pegar o tempo típico de outono, com frio, neve e muito vento. Fora da temporada, durante o inverno, algumas estradas podem fechar por causa da neve, algumas trilhas pode ser interditadas, mas em contrapartida os preços são menores e com certeza encontra-se poucas pessoas nas atrações.


 

8 – Como chegar

Desde El Calafate, onde fica o aeroporto mais próximo, segue-se pela Ruta 40 no sentido Norte e em seguida pela Ruta 23, por um total de 200 km.

Ou pela mesma Ruta 40, que corta a Argentina de Norte a Sul, para quem vem do Norte de carro.


9 – O que fazer

É a capital Argentina do Trekking, paraíso internacionalmente reconhecido da escalada, além de possuir algumas das vias mais difíceis e menos repetidas do mundo, também abriga diversas opções mais acessiveis aos escaladores “mortais“, para todos os gostos: linhas esportivas, tradicionais, alpinas, em gelo, mistas, boulders.

Existem diversas opções menos famosas:

– passeios de caiaque e raftings nos rios da região.

– passeios a cavalo.

– passeios em veiculos 4×4.

– mergulhos no Lago del Desierto

 

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