Lençóis Maranhenses – Roteiro, onde comer, bancos, quando ir…

Neste guia

    1. Um Pouco sobre Lençóis Maranhenses
    2. Um pouco sobre a viagem
    3. Como Chegar
    4. Quando ir?
    5. Santo Amaro  / Barreirinhas / Atins – Qual escolher?
    6. Meu roteiro
    7. Preciso contratar guia?
    8. Hospedagem
    9. Bancos / Cartão de crédito e débito
    10. Onde comer?
    11. Quanto gastei?
    12. Minha opinião sobre a viagem
    13. Dicas extras
    14. O que levar na mala?

 


 

1 – Um Pouco sobre Lençóis Maranhenses

Na minha opinião é um dos lugares mais lindos do Brasil: caminhar nas dunas, se refrescar nas lagoas, contemplar o pôr do sol… Destino perfeito para aqueles que gostam de aventura e natureza!

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é o principal ponto turístico do Maranhão,  área protegida na costa atlântica norte do Brasil. São 155 mil hectares, ecossistema diverso, suas dunas ocupam 2/3 da área total do parque.

Os municípios de Santo Amaro e Barreirinhas, são os que mais recebem turistas. Muitos também se hospedam no vilarejo de Atins, que faz parte de Barreirinhas.

 


 

2 – Um pouco sobre a viagem

Quem escreveu sobre essa viagem foi a Débora:

Já visitei os Lençóis Maranhenses em 2006, mas fui de moto com meu pai (saindo de Curitiba), eu tinha 16 anos e fiz o roteiro dele que foi para Barreirinhas.

Confesso que não lembrava 100% de como eram os Lençóis e a cidade de Barreirinhas. Mas recordava o suficiente: o lugar é maravilhoso e eu preciso voltar lá! Foi então que em Setembro de 2019 apareceu uma a oportunidade visitar esse lugar novamente, e lá fui eu, feliz, alegre e contente.

Desta vez fui com minha sogra Magda e com nossa amiga Adriana.

 


3 – Como Chegar

  • De avião

O Aeroporto Mais próximo dos Lençóis Maranhenses é o de São Luis, fica a 240 km de Santo Amaro e 260 km de Barreirinhas.

Há algumas empresas que fazem transfer direto do aeroporto para Barreirinhas, mas também te pegam no hotel.

Para Santo Amaro, as agências de viagens que oferecem o serviço de transfer, te pagam no hotel em São Luis e te deixam no hotel em Santo Amaro. Paguei R$ 60,00 na época.

Para Atins, você terá que ir até Barreirinhas, e de lá pegar um barco ou 4 x 4 credenciado.

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  • De Carro / Moto

Você consegue chegar de carro comum até Barreirinhas e até a entrada Santo Amaro.

De São Luis para Barreirinhas:

A estrada até Barreirinhas é asfaltada, porém está bastante esburacada em vários trechos. São 260 km, 04:00 horas de viagem

Barreirinhas é uma cidade pequena, porém bem estrutura e asfaltada, você consegue se locomover tranquilamente por lá (mas somente na cidade, para os passeios é obrigatório ir com veículos cadastrados, ou seja, tem que ir com as agências de viagens).

De São Luis Para Santo Amaro:

Parte do trecho é o mesmo para Barreirinhas, depois pega uma estrada para Santo Amaro. São 240 km de São Luís,  03:30 a 04:00 horas de viagem.

Na época que fomos, setembro de 2019, estavam pavimentando a estrada para Santo Amaro do Maranhão. Só dava para ir de veículo até a entrada da cidade, as pessoas deixam o seu veículo no estacionamento municipal, dali você pega um veículo 4 x 4 que te leva até o seu hotel.

Se locomover por Santo Amaro é um pouco mais complicado, tem um centrinho na cidade que é onde ficam algumas sorveterias, mercados, restaurantes, lojas comerciais, agências de turismo… E tem um rio que divide a cidade, e alguns hotéis ficam do outro lado deste rio, e é complicado atravessa-lo a noite ou quando ele está cheio, as ruas são “areião”.  Estavam construindo uma ponte para facilitar o acesso, vale a pena conferir se já terminaram a ponte e de pavimentar o município.

O valor do trânsfer da entrada da cidade até o hotel é: privativo em torno de R$ 50,00 e de compartilhado em R$ 10,00.

 

De São Luis Para Atins

Você terá que deixar seu carro em algum estacionamento em Barreirinhas, e de lá contratar o serviço de transfer por 4 x 4 que demora mais ou pegar um barco até Atins, cerca de 1 hora.

Algumas pessoas fazem o passeio do Rio Preguiça e lá pegam mais um barco até Atins, verifique com as agências de Turismo.

De Santo Amaro para Barreirinhas (ou Barreirinhas para Santo Amaro)

A rodovia está asfaltada, mas está cheia de Buraco. São 96 km, 02:00 horas de viagem.

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  • Transfer

Barreirinhas e Santo Amaro

Existem algumas operadores de vans que pegam os passageiros nos hotéis ou no aeroporto de São Luís e deixam nas pousadas (e vice-versa). São 4:00 horas de viagem.

Nós contratamos o transfer da mirotur para ir para Santo Amaro. É interessante reservar com antecedência e se organizar pois a Van passa em poucos horários.

De Santo Amaro para Barreirinhas (e vice-versa)

Fizemos o trajeto Santo Amaro – Barreirinhas também com a Mirotur turismo, o horário de saída é bem cedo, pois eles também fazer o transfer dos moradores da região que vão até Barreirinhas, portanto também reserve com antecedência. A viagem leva 02:00 horas,  Pagamos 50,00 reais.

Atins

Você deve pegar um transfer até Barreirinhas, e de lá seguir de barco ou 4 x 4 para Atins. Boa parte das agências de turismo oferecem esse serviço.

 


4 – Quando ir?

Em 2006 fui em Julho e as lagoas estavam bem cheias, em 2019 fomos no final Setembro e algumas lagoas já estavam secas mas consegui curtir muito, principalmente em Santo Amaro que ainda tinham várias lagoas com o nível alto de água.

Tivemos sorte em setembro de 2019, pois choveu mais que o previsto para a época. É interessante entrar em contato coma as agências de viagens e com os hotéis para verificar como estão os níveis das lagoas, assim você consegue planejar melhor sua viagem e pegar lagoas ainda cheias.

Em Santo Amaro as lagoas demoram mais para secar, mas no geral os melhores meses são de Abril a Setembro.

  • Janeiro, Fevereiro,  Março, Abril, Maio e começo de Junho – Época das chuvas e tempo instável, período em que as lagoas enchem.
  •  Segunda quinzena de Junho, Julho – O tempo fica mais seco, com bastante sol e as lagoas ficam supercheias
  • Agosto e primeira quinzena de Setembro – Época de seca, as lagoas começam a secar mas ainda estão cheias.
  • Segunda quinzena de Setembro a primeira quinzena de Outubro – Época de seca e com bastante sol, boa parte das Lagoas em Barreirinhas ficam secas, mas em Santo Amaro ainda terá algumas cheias.
  • Segunda quinzena de Outubro, Novembro, Dezembro – Lagoas secas em Barreirinhas mas talvez tenham algumas lagoas em Santo Amaro.

 


5 –  Santo Amaro  / Barreirinhas / Atins – Qual escolher?

Isso irá depender um pouco do qual tipo de viajante você é e em qual época irá viajar:

Santo Amaro:

É um município que está crescendo com o turismo, que começou a ser mais desenvolvido em 2009, quando fomos estavam pavimentando a estrada, facilitando o acesso e as vias dentro do município.

As lagoas demoram mais para secar e ficam próximas ao município,  leva-se 10′ para chegar de carro em algumas delas.

Estacionam ao lado das lagoas, facilitando o acesso para quem tem dificuldade, mas também há passeios que incluem caminhadas longas.

Santo Amaro só perde no quesito infra-estrutura para Barreirinhas, mas não achei isso  um problema. Tem menos opções de restaurantes, pousadas, não vimos bares ou “baladinhas”, mas no geral, acho que tem o suficiente para uma boa experiência no município.

É interessante verificar onde é a localização do seu hotel, boa parte das ruas do município são de areia, e as vezes precisa atravessar o rio, o que dificulta quem quer jantar em algum restaurante que fica próximo ao centrinho da cidade.

A única operadora de celular que funciona é a Claro, mas também não tive problema com isso, nos hotéis e restaurantes tem Wi-Fi.

Barreirinhas

A cidade dos Lençóis com maior estrutura. Mais pousadas, restaurantes, bancos, lojas americanas, agencias da vivo, bares e até baladas de forró… Porém achei uma cidade “louca”.

Quando fui em 2006, a cidade era pequena e mais tranquila, lembrava Santo Amaro, hoje é um furdunço de motos e pessoas sem capacete, mas é uma cidade legal.

Tem várias opções de passeios, tanto em lagoas quanto no vilarejos ali próximos, mas o caminho é mais longo, em média de 1 horas para chegar e também precisa caminhar um pouco mais para poder se banhar.  As lagoas secam mais cedo do que as de Santo Amaro.

Atins

É um vilarejo rústico, pouca estrutura na cidade, porém as pousadas são completas.  Boa parte do turismo é voltado para a prática de Kitesurf, mas também é perfeito para quem quer se desconectar do resto do mundo.

As ruas são de areia, o esforço para se locomover é maior. Lá não funciona celular, e é uma boa você levar dinheiro.

É um pouco mais difícil chegar em Atins, o que faz com que os valores de pousadas e restaurantes aumentem.

As lagoas tendem a secar antes, tem passeios que incluem a ida até a praia, que também é bonita. O que você não deve deixar de fazer lá é comer o camarão do Antonio ou da Luzia.


 

6 – Meu roteiro

Dia Cronograma
21/09/19 Curitiba – São Luis – Passeio final de tarde pela praia
22/09/19 São Luis – Santo Amaro do Maranhão – Circuito das Emendadas
23/09/19 Lagoas Betânia
24/09/19 Santo Amaro – Barreirinhas – Lagoa Bonita
25/09/19 Rio Preguiça:  Vassouras, Mandacaru e Caburé
26/09/19 Atins
27/09/19 Boia Cross no rio Formiga  –  Circuito lagoa Azul
28/09/19 Barreirinhas – São luis –  Centro Histórico
29/09/19 Manhã livre + Voo as 12:35

 

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Dia 1 – Curitiba – São Luis – Passeio final de tarde por São Luis

Resumo do dia: Neste dia ficamos em função da viagem Curitiba – São Luis. Chegamos final de tarde, aproveitamos para conhecer a praia, jantar e descansar.

 

Curitiba amanheceu com 13 graus e com chuva, nosso voo foi ás 9:30 horas, desembarcamos no Rio de Janeiro as 10:30 hrs e aproveitamos para almoçar. Embarcamos as 13:00 hrs e chegamos em São Luis as 16:00 hrs.

Logo que sai do avião senti o calor de 33 graus, bastante diferença para o que estava em Curitiba. Fomos de uber até o hotel Costa do Calhau. Trocamos nossas roupas de frio para as roupas de calor e fomos caminhar na praia próxima ao hotel.

A praia é legal, o espaço de areia é extenso, e o pôr do sol da areia é bonito, porém a água é imprópria para banho. Tomamos água de coco em um quiosque / bar, depois atravessamos a rua e jantamos no restaurante Cabana do sol, comida deliciosa, e ainda pedimos para levar a carne que havia sobrado.

Voltamos para o hotel, compramos água para a viagem do dia seguinte e descansamos.

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Dia 2  –  São Luis – Santo Amaro do Maranhão – Circuito das Emendadas

Resumo do dia: Fizemos a viagem até Santo Amaro pela manhã, e no período da tarde fizemos o passeio para as Emendadas. O passeio tem duração de 4 a 5 horas, e são 9 km caminhando pelas dunas e entre várias lagoas desertas. Valores:  transfer R$60,00 ; passeio Emendadas: R$110,00. 

 

O café da manhã do hotel iniciou as 06:00 e a Van passou as 06:20 hrs, mas saímos da cidade as 7:40 hrs, demora um pouquinho até pegar os turistas nos hotéis.

Foi um a viagem longa, mas teve uma parada no meio do caminho. O Giga ( Gustavo) que fez nossa vigem foi muito atencioso colocou o filme Senhor Estranho para a descontrair, mas a estrada estava muito esburacada.

Chegamos na entrada de Santo Amaro 11:30 hrs, lá trocamos para um veículo 4 x 4, tem um trecho até o centro do município que é “areião” fácil de atolar, estavam construindo uma ponte mas por enquanto só atravessa-se o rio de 4 x 4, mas esse trecho foi bem divertido.

Chegamos na pousada 12:15 hrs, deixamos tudo e fomos correndo almoçar. Era domingo e por perto não tinha nada aberto, somente o restaurante da pousada Água Doce.

A tarde fizemos o passeio das Emendadas. O carro percorre uma distância de 14 km, depois são mais 9 km (ida e volta) a pé, o passeio é muito bonito e vale a pena para quem gosta de um pouco mais de aventura e caminhadas.

Tenho bom condicionamento físico (sou Personal Trainer), achei a caminhada tranquila, a subida das dunas é mais cansativo e exige um pouco dos membros inferiores, não aconselho para quem está fora de forma, algumas pessoas do nosso grupo sofreram bastante.

Comecei o passeio usando uma sapatilha de neoprene, mas não foi uma boa escolha, tirei e fui descalço, mas isso rendeu bolhas nos meus dois dedões dos pés, o indicado é usar meia mesmo.

O caminho passa por areia movediça e atravessa lagoas, paramos em uma para banho após 40 minutos de caminhada, o volume de água estava baixo mas a água estava quentinha.

Chegamos até o topo de uma das dunas mais alta, até ali foram 4,5 km, também nos refrescamos em mais uma lagoa que também estava com nível baixo, com água batendo no meio da coxa, mas desta vez a água estava gelada e quando saímos o vento esfriou bastante.

Na volta vimos o pôr do sol do alto de uma duna longe da cidade, terminamos a caminhada a noite com a luz das estrelas e eu nunca tinha visto um céu tão estrelado. Viemos escutando as histórias do nosso querido guia Josué (Periquito).

Foi sensacional andar nas dunas com a luz das estrelas, sem nenhuma lanterna (seguindo nosso guia é claro), e foi bem divertido quando o nosso carro ascendeu os faróis indicando que estávamos chegando, a reação de todos foi a mesma: Aeee chegamos.

Chegamos no hotel e pedimos pizza em um estabelecimento que Periquito havia indicado e esquentamos nossa carne de sol (aquela que levamos da Cabana do Sol), tomamos uma cerveja para comemorar o dia lindo. Depois fomos até a praça chupar sorvete.

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Dia 3 – Lagoas Betânia

Resumo do dia: Passeio de dia inteiro, é uma rota longa e passa por várias lagoas. O almoço é a famosa e deliciosa galinha caipira. O Pôr do sol fecha com chave de ouro o passeio. Valor do passeio: R$ 90,00 para a agência de turismo e R$ 10,00 para a travessia do rio. 

Pudemos tomar o café da manhã tranquilamente e ainda tivemos um tempinho para passear no centrinho que fica no entorno da praça, o carro passou  nos pegar as 9:00 hrs.

Esse passeio vai para o lado “contrário” das Emendadas. Pegamos chuva até a primeira parada que é para tirar fotos no topo de uma duna com vista para a lagoa dos peixes, depois fomos para a bela lagoa do Junco, só tinha o nosso carro com turistas lá. Ficamos por ali curtindo a lagoa por aproximadamente 2 horas. Foi a lagoa mais cheia e limpa de toda a nossa viagem.

 

Depois fomos para o povoado da Betânia, fica a 15′ minutos da lagoa do Junco. Chegamos até o Rio Doce, fizemos a travessia de barco em 5′ pelas águas escuras do rio. O povoado tem aproximadamente 40 famílias e me lembrou bastante Superagui, as casas são simples mas de alvenaria.

É neste povoado que tem os restaurantes que servem a famosa galinha caipira. Depois de almoçar fui no redário, consegui dormir pesado por algum tempo, mas comecei a passar frio por conta do vento forte.

Pegamos o barquinho novamente para atravessar o rio, entramos no 4 x 4 e começamos a voltar. No caminho paramos em mais uma lagoa, chegamos nela as 15:30 e ficamos até as 17:15, foi bem gostoso, a empresa fornece cadeiras e água gelada.  A lagoa também é bonita e a água estava mais quentinha, o nível estava alto em alguns pontos mas tinha uma lagoa praticamente seca ao lado, mas desta vez só molhei os pés pois sabia que ia passar frio na hora de sair.

Seguimos para ver o pôr do sol do alto de uma duna ali perto, eles também colocaram as cadeiras para podermos ficar relaxados para contemplar a paisagem, lindo demais.

 

 

Voltamos e em 15′ já estávamos no hotel, tomamos um banho rápido e fomos jantar no Dunas bistrô, lugar totalmente diferente do resto da cidade.

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Dia 4 – Santo Amaro – Barreirinhas: Lagoa bonita

Resumo do dia: Durante a manhã fizemos a viagem de Santo Amaro para Barreirinhas. No período da tarde fizemos o circuito da Lagoa Bonita. É um passeio famoso de Barreirinhas, é onde tem aquela duna de 70 metros de altura com uma cordinha para te ajudar a subir, mas a paisagem quando chega no topo é linda. Valores: Tranfer R$ 50,00, passeio lagoa Bonita R$ 80,00.

 

Acordamos a 05:20 hrs  para tomar o café que o pessoal da pousada tinha deixado pronto para quem precisava sair mais cedo. A Toyota passou nos pegar as 6:20 hrs e fomos com ela até a entrada da cidade onde trocamos para uma Van. A viagem não demorou muito mas  a estrada estava bem esburacada em alguns trechos.
 

Barreirinhas está gigante em relação a última vez que fui (2006), lembro que a cidade era pequena com pouquíssimas pousadas, a que fiquei com meu pai era muito simples na beira do rio e lembro que não tinha banho quente. Hoje tem vários hotéis, pousadas, condomínios fechados com mansões.

A cidade está grande e o trânsito é caótico, mas o centrinho comercial é bem fofo. A Pousada que ficamos é um pouco afastada do centro ( 2,5 km).

Chegamos na pousada as 08:40 hrs, nosso passeio para a lagoa Bonita era as 14:00 hrs, aproveitamos esse tempo livre para relaxar na piscina. As 11:30 hrs passou a Van para nos levamos almoçar, boa parte dos restaurantes oferecem o serviço de transfer gratuito.

Almoçamos no Mangue localizado no centrinho. O Atendimento foi muito bom. Fizemos o pedido e fomos caminhar na Orla do Rio preguiça, que está todo bonitinho. Voltamos  para a pousada e aguardamos a Toyota do passeio que passou as 13:30 hrs.

Diferente de Santo Amaro, os passeios de Barreirinhas parecem ser mais desorganizados e  não oferecem água, eles levam caixa térmica e param em um mercadinho para você fazer compras.

A Estrada até a balsa para atravessar o Rio preguiça é asfaltada. Na balsa cabem 4 carros por vez, quando vim na primeira vez só cabia um carro e as balsas eram feitas de madeira, eles empurravam com o pedaço de tronco.

Depois da Balsa são 18 km de areião (50 minutos) e chacoalha muito, principalmente perto da lagoa. Os galhos se fecham e formam túneis em alguns trechos, o trajeto passa por várias casinhas e um pequeno povoado.

Chegamos no estacionamento onde tem uma lojinha de artesanato e já é ali que começa a subida da duna. São 70 metros de subida íngreme, muitas pessoas passam mal e tem que ir bem devagar e parando para descansar. Fiquei bastante ofegante e senti um pouco minha panturrilha, mas tenho bom condicionamento físico e não achei difícil. Há outro acesso para pessoas que tem dificuldade, mas você deve informar para os guias sua condição.

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Logo que você chega no topo já avista os grandes lençóis, aí sim a vista é de tirar o fôlego, ali o guia explicou um pouquinho sobre a localização, sobre os lençóis, lagoas, e como iria funcionar a logística do grupo.

Caminhos mais um pouco em direção a primeira lagoa para banho, a lagoa do Clone. O circuito da lagoa Bonita é conhecer essas lagoas que ficam entorno da lagoa bonita, anda pouco para chegar uma na outra. Infelizmente ficamos pouco tempo nas lagoas e a a quantidade de turistas é três vezes maior comparada a Santo Amaro. Depois vimos um lindo pôr do sol do alto da duna.

Boa parte da volta é feito durante a noite. Pegamos pouca fila na travessia da balsa, mas deu tempo de pegar uma tapioca.

Neste dia jantamos no restaurante Bambaê com dois amigos que fizemos nos passeios, este restaurante também oferece serviço de transfer.

 

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Dia 5 – Passeio Rio Preguiças – Vassouras, Mandacaru e Caburé.

Resumo do dia: É um passeio de barco de dia inteiro que foge um pouco das Dunas. Vai pelo rio Preguiça passa pelos vilarejos de Vassouras onde você interage com os macaquinhos, Mandacaru que é onde tem o farol, o almoçao é em Caburé onde você pode se banhar no rio ou no mar. Este é um passeio mais tranquilo. Valor do passeio: R$ 70,00 

 

Passaram nos pegar as 8:30 hrs da manhã, chegamos no rio e entramos no barco.

O caminho do rio é bonito, passa por vários povoados que contrastam com um lugar cheio de casarões. Durante o caminho o guia vai explicando sobre a flora, o povoado, o mangue, o fruto do Buruti, as torres eólicas….

Foram 50 minutos até chegar em vassouras. Decidimos ir primeiro até uma lagoa que tem redes dentro para relaxar, mas infelizmente o nível da água estava baixo e com cor mais escura, mas o lugar é muito bonito. Depois fomos até uma vendinha grande, que tem artesanato, lanches e também os macacos – Tome cuidado com eles pois eles pulam em você e abrem sua mochila, um deles subiu subiu na Adriana e tentou abrir a bolsa dela rsrsrsrs. Ficamos 40 minutos ali.

Subimos no barco e fomos para Mandacaru, ode fica o farol que está interditado por conta da estrutura. Quando fui em 2006 o município era bem menor, hoje tem várias lojas, sorveterias, caipirinhas, artesanatos…

A cinco minutos dali fica Caburé que é uma faixa larga de areia, para um lado é o mar e paro o outro o rio. Os guias param nos restaurantes que eles tem acordo, fizemos o pedido do nosso almoço e fomos conhecer a praia, o mar é bem agitado e perigoso, mas com poucos turistas.

Ficamos em Caburé cerca de 2 horas, ao lado do restaurante também tem rendário mas você tem que se apressar para conseguir pegar uma rede.

Na volta o sono pega, e mesmo com o balanço do barco é difícil não cochilar um pouco.  E minha dica é: não fique nos primeiros bancos do barco, pois o solavanco é violento lá.

Chegamos no nosso hotel as 16:00 horas, curtimos a piscina e fomos jantar novamente Mangue.

 

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Dia 6 – Atins

Resumo do dia: É um passeio de dia inteiro. A estrada de areia é longa porém muito bonita. Passa pelas praias de Atins famosas pelo kitesurf e por algumas lagoas.  Almoce o camarão no Restaurante da Luzia ou do Antonio. Valor do Passeio: R$ 140,00

 

A Toytota passou nos pegar as 8 horas, paramos em um mercadinho para comprar lanches e água, e partir daí foram 1:30 hrs até Atins. Apesar de chacoalhar bastante o caminho é muito bonito, algumas lagoas já estavam secas mas isso não deixou a paisagem menos atrativa.

A primeira parada é em uma praia onde é a foz do Rio Preguiça, onde o rio encontra o mar, com água salobra e de cor escura. Tem muito vento e o mar e bem batido, logo, muitos praticantes de kitesurf. Tem uma mini lanchonete e um banheiro literalmente a céu aberto – Um quadradinho com um buraco no chão sem telhado rsrsrs. Ficamos 30 minutos nessa praia.

A 15 minutos dali fica o restaurante do Antonio, fizemos a reserva do almoço e fomos fomos para a praia do canto do Atins. É uma praia extensa, a maré sobe cerca de 1 km trazendo um pouco de lixo e redes de pesca velhas. O mar também é agitado, mas a água estava bem quentinha. Ficamos 30 minutos ali, achei muito rápido, não conseguimos curtir muito e não conseguimos conhecer a cachoeira de atins pois já estava seca.

Voltamos para o restaurante do Antonio e almoçamos o famoso camarão que é aberto com um tempero vermelho, feito na brasa, acompanhado de arroz, farofa de biju e feijão, deu água na boca só de lembrar. Também tem redário para descansar, ficamos cerca de  2 horas lá.

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Fomos para o último atrativo do passeio, os guias procuraram por lagoas que estavam mais cheias e acharam depois de 20 minutos. A água de uma grande lagoa estava secando e formou outras 3 lagoas menores que também já estavam com nível baixo chegando na minha cintura, mas a paisagem também é de tirar o fôlego. Conseguimos curtir bastante, conversar com outros turistas e com os guias, mergulhar e refrescar a alma.  Ficamos ali até as 16:00 horas e retornamos para a cidade, as 18:30  hrs chegamos no hotel. Este passeio infelizmente não inclui pôr do sol, os guias falaram que é por segurança.

É claro que na espera da balsa eu aproveitei e peguei uma tapioca.

Neste dia pegamos táxi e fomos jantar na hamburgueria Sal a Brasa, hambúrguer gourmet delicioso.

 


Dia 7 – Boia Cross  no Rio Formiga + Circuito Lagoa Azul

Resumo do dia: O Boia Cross no Rio Formiga é um pouco distante da cidade, é um passeio relaxante e tranquilo. O circuito Lagoa azul costuma a ter lagoas bom volume de água por mais tempo, leva-se 40 minutos até o estacionamento, o percurso a pé é mais tranquilo do que a Lagoa Bonita. Valores: Boia Cross R$ 80,00,  lagoa Azul R$ 80,00. 

Estávamos em dúvida sobre o passeio do Boia Cross no Rio Formiga pois vimos avaliações positivas e negativas sobre ele. E sinceramente, só indo para saber se você vai gostar ou não.

É um passeio que vai para outro lado da cidade, longe dos lençóis. O caminho é longo em uma estrada de barro. É diferente dos outros passeios  que são na areia e chacoalham, este trepida: 1:30 hrs de estrada, 80% do tempo numa trepidação violenta e chata e o caminho não é tão bonito.

No começo eles param numa comunidade chamada Cardoso, onde vendem artesanato feito da fibra do buriti, também tinha uma roda de pessoas descascando mandioca, esses são as principais rendas deles, é muito interessante ver o trabalho deles e conhecer a história do lugar.

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Chegamos no local onde começa a descida do rio com a boia, os meninos que acompanham os turistas fazem fila para poder trabalhar, e assim poder ajudar na renda família, as comunidades ali são mais pobres. Neste dia também percebemos o quanto as agências de turismo ganham e o quanto os guias são explorados.

O passeio é super tranquilo, você senta na boia e deixa o rio te levar, se você ficar preso ou chegar muito próximo a borda do rio, o guia te tira de lá. A água do rio é limpinha, a paisagem de dentro do rio é bonita com árvores, alguns pássaros, contrastando com o céu azul. Pega sol boa parte do trecho, o protetor solar é indispensável e é aconselhável camiseta de manga comprida.

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O passeio é divertido e relaxante, mas não é o tipo de passeio que eu adoro  – lembrando que isso é muito pessoal.

Acho que a parte mais legal do passeio foi no ponto de apoio, onde eles fazem preparo da mandioca que depois vira farinha, tapioca, cachaça (Tiquira). Ali tem uma vendinha com mandioca frita na hora, suco de buriti… Foi a tapioca mais fresca que comi, mas você não pode se apegar a limpeza do local haha, mas achei tudo muito barato.

Ficamos ali por 40 minutos, depois voltamos para a trepidação da estrada e não sei como, mas consegui dormir por 15 minutos rs. A hora que chegamos no asfalto a reação de todos foi a mesma: Uhuullll

Ficamos ali no centro, almoçamos um PF no Villaje food e esperamos até as 14 horas o transporte para o passeio para a Lagoa Bonita. Encontramos vários turistas que fizeram o Boia Cross com outra agência de turismo a amaram o passeio.

Foram 18 km de estrada, aproximadamente 40 minutos até chegar ao estacionamento.  Caminhamos um pouco por algumas lagoas, subimos e descemos algumas dunas, o dia estava lindo. A paisagem com as lagoas e as dunas é muito bonita e desta vez tivemos tempo para curtir tranquilamente.

Mesmo com nível bom a água não estava cristalina por conta das algas que vão se concentrando a medida que as lagoas vão secando.

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Conversamos um pouco com um morador da região e ele nos contou como funcionava o turismo antigamente… Não tinha tanta fiscalização, as pessoas chegavam com guarda sol, bebiam, deixavam lixo e muitas vezes eram os próprios moradores que faziam isso. Hoje a fiscalização está pesada e tem mais preocupação em relação ao meio ambiente.

Finalizamos o dia e a viagem para os Lençóis Maranhenses com o pôr do sol mais bonito de todos. Nenhuma nuvem no horizonte, o céu laranja, as dunas e uma lagoa aos nossos pés.

Na volta a viagem ficou mais emocionante, já estava escuro e o nosso carro atolou no meio do nada, conseguiram desatolar depois de 10′, foi um perrengue divertido rsrs.

Depois do caos do carro atolado, paramos esperar balsa que estava com luzes e tocando forró. E lógico que aproveitei e peguei uma tapioca.

Pedimos para nos deixar no centro e jantamos no Eco Açaí, uma ótima opção para quem quer economizar. Voltamos para hotel de táxi, arrumamos as malas pois no outro dia iriamos embora de Barreirinhas.

 

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Dia 8 – Transfer + Centro Histórico de São Luis

Resumo do dia: Pela manhã ficamos em função do transfer para São Luis, e a tarde fomos conhecer o centro histórico. Valor do transfer: R$ 70,00.

Tomamos café e o nosso transfer passou 8 horas da manhã, também teve uma parada no meio do caminho para lanchar.

Chegamos no hotel Brisamar 12:30, guardamos tudo rapidamente e fomos para o centro histórico de São Luis. Almoçamos no Cafofinho da tia Dica, o pedido demorou bastante para chegar, mas a comida é gostosa.

Infelizmente não conseguimos ver a feira pois já estava fechada quando terminamos o almoço, tinham poucas lojas de lembrancinhas abertas. São Luis teve bastante influencia do reggae e da jamaica portanto não poderíamos deixar de ir no museu do Reggae. Depois subimos até a Catedral da Sé que é muito bonita por dentro e por fora. Por último fizemos a visita guiada no Palácio dos Leões, a guia explicou sobre os azulejos, contou um pouco sobre a vida do poeta Gonçalves Dias, sobre a colonização da cidade… Na saída o sol estava se pondo, aproveitamos e o contemplamos por um tempo.

Voltamos para o hotel e fomos curtir a piscina, jantamos por ali mesmo.

 


 

Dia 9 –  Manhã livre + Voo as 12:35

Resumo do dia: Orla da praia pela manhã, e ir embora a tarde.

O melhor café da manhã da viagem foi no hotel Brisamar, aproveitei para comer bastante pois a viagem até Curitiba é longa.

Algumas pessoas aproveitam a estadia em São Luis e incluem o passeio até Alcântara, mas nós não tínhamos tempo o suficiente para isto.

Depois do café caminhamos um pouco na orla em frente ao hotel, terminamos de arrumar nossas coisas e as 10:30 hrs pegamos o Uber para o aeroporto. Para nossa sorte nosso voo fez escala no Galeão, já era hora do almoço e eu estava morrendo de fome, deu tempo de comprar dois sanduíches do Burguer King.

Chegamos em Curitiba as 19:00 hrs.

 


7 – Preciso contratar guia?

Os passeios nos Lençóis Maranhenses devem ser feitos com guia e com carros credenciados.

Antes eu tinha o “pé atrás” com a contratação obrigatória de guia. Mas os Lençóis Maranhenses me fez ter uma perspectiva diferente em relação a isso.

Nessa viagem, creio que eu não teria aproveitado tanto os passeios se não tivesse guia, eles fizeram a experiência ser melhor. Todos foram muito educados, simpáticos e deixaram os passeios mais alegres, além de explicar sobre a região e dar dicas de restaurantes e outros estabelecimentos.

O único ponto negativo é que ficam “presos” ao tempo e ao roteiro deles.

 


8 – Hospedagem

*Valor dividido em 3 pessoas.

São Luis

Na ida ficamos hospedada no hotel Costa do Calhau, fica longe do aeroporto. É simples e simpático, com bom café da manhã e o atendimento excelente. (R$ 76,00 por pessoa – 1 diária)

Na volta resolvemos investir um pouco mais, afinal eram nossas últimas horas no Maranhão, ficamos no hotel Brisamar, é bem localizado, em frente ao mar, uma pena que as praias do maranhão estão impróprias para banho, o café da manhã deste hotel é maravilhoso! (RS 115,00 por pessoa – 1 diária)

 

Santo Amaro

As pousadas são mais simples, porém são aconchegantes. Minha dica é: fique perto do centro ou em algum hotel que ofereça todas as refeições.

Ficamos hospedadas na Pousada Paraíso. Simples, aconchegante e bom atendimento. O café da manhã era muito gostoso, eu comia cuscuz e tapioca feitos na hora todos os dias. O ponto negativo é que ficamos em um quarto colado com a rua e tem uma igreja em frente, então era um pouco barulhento. (R$ 186,00 por pessoa – 2 diárias)

Barreirinhas

São várias opções em Barreirinhas, desde as pousadas simples até hotéis de luxo. Também tem opções pelo airbnb.

Nós ficamos hospedados na pousada do Rancho, estava sendo reformada, mas a estrutura já estava legal quando fomos. O café da manhã é simples e gostoso, com cuscuz e tapioca feitos na hora.  Tem algumas galinhas, pintinhos, um bode e várias árvores de Caju… Eu adorei! O atendimento foi muito bom,  e dono tinha uma agência de turismo e nos deu várias dicas. O único ponto negativo é que fica um pouco longe do centro, mas os restaurantes oferecem serviço de transfer gratuito. (R$ 220,00 – 4 diárias)

 

Atins

Boa parte dos proprietários das pousadas são Europeus. Não fiquei hospedada em Atins, mas pesquisei e vi que há várias pousadas de luxo por lá, mas é bom preparar o bolso.

 


 

9- Bancos / Cartão de crédito e débito

Santo Amaro

Vi uma agência do Banco Bradesco, mas não sei se estava operando.

A maioria das agências de turismo, restaurantes e pousadas aceitam cartão, mas o sinal lá é fraco e as vezes demora para passar. Poucos estabelecimentos não aceitam cartão, é bom garantir e levar dinheiro.

Barreirinhas

Agências do Banco do Brasil, Bradesco, banco nordeste, Sicoob, Caixa Econômica e lotéricas… A cidade é bem estruturada, é difícil algum lugar que não aceite cartão, acredito que somente nas feirinhas da cidade.

Atins

Alguns lugares aceitam cartão, mas não há agencias bancarias. É melhor se prevenir e levar dinheiro.

 


10 – Onde comer

São Luis

Na ida para São Luis comemos uma carne de sol no restaurante Cabana do sol, pegamos o prato Carne de sol de sertão:  Entrada de pastel de carne seca e geleia de abacaxi com pimenta. Prato principal foi alcatra, arroz com carne seca, purê de batata, macaxeira cozida, banana frita, manteira derretida… Os garçons foram muito receptivos e trouxeram pratos típicos para experimentar: purê de macaxeira e o Arroz de Cuxá (Arroz com uma raiz, camarão e quiabo). Brindamos com duas cervejas. (R$ 76,00 por pessoa.)

Na volta, passeamos pelo mercado municipal de São Luis e almoçamos no Cafofinho da tia Dica, vi várias recomendações desse restaurante. Eu gostei muito e realmente é um cafofo, porém charmoso. A comida é gostosa e bem servida, pedimos risoto amor a dois que é um risoto com camarão e carne de gado e o outro prato foi um peixe com arroz e vatapá. Brindamos com uma deliciosa caipirinha de bacuri e uma de abacaxi, também pedimos suco de cupuaçu e  de sobremesa pudim de tapioca. O único ponto negativo foi a demora para chegar a comida. (R$ 60,00 por pessoa)

No Hotel Brisamar  comi Pasta com ragu de carneiro, muito gostoso.  Não tomamos vinho  por que queriam servir em copo plastico, pois estávamos na piscina e não pode usar copos de vidro lá. (R$ 32 cada prato)

 

Santo Amaro

São poucas opções, porém tem para todos os bolsos.

No primeiro dia almoçamos no restaurante da Pousada Água Doce. Prato simples para três pessoas, 3 bifes pequenos, arroz e batata frita por R$ 90,00. Uma mini salada por R$ R$ 20,00 e uma jarra de suco de maracujá 25,00. Achamos gostoso, porém caro para o que oferece. (R$ 45,00 por pessoa)

Fizemos o passeio da Betânia e almoçamos a famosa galinha caipira ao molho pardo que realmente é deliciosa, vem acompanhada de arroz, feijão, macarrão, Também experimentamos o famoso guarana Jesus, que parece o chiclete bubbaloo em forma de refringente, muito doce.  E foi delicioso poder relaxar no redário pós almoço. Obs: Eu adoro galinha caipira, algumas pessoas não gostam. R$ 60,00 por pessoa.

Jantamos no Dunas Bistrô, fica a quatro quadras do centro. É um lugar que destoa do resto da cidade, bem decorado, grande e no meio do nada.  Pegamos uma Camaroada, duas cocas, uma H20 e uma água com gás. A janta estava muito gostosa, mas não superou as expectativa comparando com a estrutura do local. (R$ 60,00 por pessoa)

Pedimos Pizza na Pizzaria da Dona Maroca. Gostosa, grande,  muito barata e ainda entregam na sua pousada. Pizza de frango com catupiry e metada Bahiana (R$ 20,00),  3 cervejas (R$15,00) , valor da entrega R$ 5,00. (R$ 13,33 por pessoa)

Não deixe de experimentar os sorvetes das frutas locais: Buriti (lembra um pouco o maracujá), Bacuri e Murici, no centrinho da cidade tem uma sorveteria. Duas bolas por R$ 10,00

Tem barraquinhas de lanches no centrinho da cidade, é uma boa para quem quer economizar. Os valores  variam de 8 a 20 reais.

Tem vários mercadinhos, o valor das frutas são um pouco mais caros, pagamos R$ 9,00 em três maçãs e 3 peras. A água é barata, fardo com 12 de 500 ml estava R$ 10,00, pagamos 2,90 em uma no hotel.

Barreirinhas

O proprietário da pousada que ficamos indicou alguns lugares, mas o nosso preferido foi o restaurante Mangue. Eles também fazem serviço de transfer para o hotel sem cobrar nada, e o atendimento foi excelente.

A primeira vez que fomos no restaurante Mangue pedimos ensopado de peixe com camarões e batatas acompanhado de arroz e pirão, mais bebidas. (R$ 45,00 por pessoa, estávamos em 4). A segunda vez fomos para o jantar e pedidos chiclete de camarão, acompanhado de arroz e batata palha, estava delicioso (R$ 45,00 por pessoa)

Também jantamos no restaurante Bambaê, com dois amigos que fizemos durante os passeios. Pedimos camarão com purê e geleia de frutas vermelhas e ou outro prato era peixe a milanesa com molho de camarão, comida muito gostosa. Experimentamos a famosa Tiquira, que é uma cachaça feita de mandioca, fortíssima para o meu paladar, e um copo de suco. Eles também oferecem o serviço de transfer.  (R$57 por pessoa, estávamos em 5)

Se você procura hamburgueria, indico a Sal e Brasa, um espetáculo de hambúrguer, local aconchegante e atendimento muito bom. (R$ 30 por pessoa)

Opção de lanche gostoso e saudável: Açai concept. Foi um um lanche que já serviu de janta, esse lugar tem várias recomendações boas pelo Trip Advisor. Pedi vitamina de abacate com banana que foi servido com canudo de vidro, sanduíche natural de frango e um açaí com flocos de tapioca e leite condensado. (Achei barato R$ 22,00)

Uma opção para quem quer economizar é o restaurante Village food. Prato feito, peguei um com arroz, feijão, picanha, salada, e suco de cupuaçu. Simples, bem servido e gostoso. (R$ 24,00)

Ao final dos passeios na travessia da balsa tem algumas barraquinhas vendendo tapioca, feita na hora, uma delicia, R$ 5,00 cada.

No passeio de flutuação do Rio Formiga comi tapioca de coco com leite condensado ( R$ 3),  mandioca frita na hora ( R$ 3)  e suco de buriti (R$ 4). Achei muito barato e estava bem gostoso. São os próprios donos da vendinha que fazem a farinha de tapioca. (Total de R$ 10,00).

Atins

Impossível ir para Atins e não comer o Camarão do Sr Antonio, quero voltar lá só para ir nesse restaurante. O camarão é aberto e feito na brasa, com um tempero vermelho que eu não consegui identificar o que é, vem acompanhado de arroz, feijão, vinagrete e farofa de biju. (Aproximadamente R$ 50 por pessoa).

Também vi boas recomendações do Camarão da Luzia, mas não cheguei a conhecer.


 

11 – Quanto gastei?

Esses são valores aproximados de Setembro de 2019, 9 dias de viagem:

Passagens aéreas: Milhas, ganhei de presente da minha sogra

Alimentação: R$ 600,00

Hospedagem: R$ 597,00

Passeios: R$ 670,00

Transfer: R$ 180,00

Táxi e Uber: Total de R$ 150 ( Mas foi dividido em 3 pessoas, portanto R$ 50,00 por pessoa)

Lembrancinhas e outros gastos: R$ 120,00


12 – Minha opinião sobre a viagem

Não tenho algo que eu não tenha gostado, mas listei alguns pontos positivos e negativos:

Pontos negativos:

  • Em Barreirinhas os passeios são mais corridos, tínhamos pouco tempo para curtir a lagoa.
  • Barreirinhas tinham mais turistas.
  • Os passeios em Barreirinhas parecem ser um pouco mais desorganizado do que Santo Amaro.
  • Em Santo Amaro tivemos dificuldade em achar restaurante aberto no domingo para almoço.
  • Deveria ter ficado mais tempo em Santo Amaro do que em Barreirinhas, mas isto é muito pessoal. Eu gosto de cidades mais tranquilas, lugares mais vazios.

Pontos positivos:

  •  Os guias em Santo Amaro usavam uniforme e ofereciam água.
  • Santo Amaro, todos os passeios de lá, e os guias simpáticos – Sou o tipo de pessoa que não gosta de muvuca (só as vezes haha). Mas acredito que ir em Setembro também contribui para não pegar os lugares tão cheios. 
  • Pôr do sol nas Dunas.
  • Comida: Carne de sol no restaurante Cabana do sol;  Galinha caipira da Betânia; tapioca e cuscuz no café da manhã das pousadas, Camarão do Sr. Antonio em Atins. Chiclete de camarão do restaurante Mangue em Barreirinhas. 

 


13 – Dicas extras

Comida e bebida nos passeios:

Os passeios duram em média 4 horas, leve um lanche para os passeios. As agências de turismo são obrigadas a oferecer isopor com gelo e algumas também oferecem água, mas verifique antes, caso não ofereçam, leve sua água e mantenha-se hidratado.

Preparo Físico:

Você irá caminhar em dunas, é bem mais difícil do que caminhar no parque. Os carros param ao lado das lagoas em alguns passeios em Santo Amaro, o que facilita para quem tem dificuldade de locomoções. Mas se você tem alguma dificuldade, entre em contato com sua agência de turismo para verificar como é o passeio e se oferecem suporte.

No parque:

Não há banheiros públicos nem venda de alimentos e bebidas no interior do Parque Nacional, mas não é por isso que você vai deixar sujeiras lá! Siga as orientações do seu guia, seja um visitante consciente!

Passeios:

Durante o transporte dos passeios: Não fique muito perto da lateral do carro, alguns galhos batem e podem te machucar.

É interessante reservar os passeios com antecedência, principalmente em Santo Amaro.

Se tiver tempo, aproveite mais dias em Santo Amaro, principalmente se sua viagem é na época que as lagoas começam a secar, lá elas aguentam mais tempo.

Outras: 

A energia no Maranhão é 220v.

 


14 – O que levar na mala?

  • Vestimenta: Durante toda a viagem você vai utilizar shorts e roupas bem leves.
  • Lembre-se do chinelo. Só no passeio das Emendadas que usei uma sapatilha de neoprene e acabei me arrependendo (deveria ter ido de meia), em todos os outros passeios fui de chinelo e acabei caminhamos com os pés na areia.
  • Use filtro solar e proteja-se do sol com chapéu ou boné.
  • Protetor labial também é interessante.
  • Câmeras fotográficas, afinal é impossível não tirar uma foto nesse paraíso.
  • Leve um pouco de dinheiro.

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